segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cuidando de mim

Ando visitando minha biblioteca antiga.
Li novamente meu livrinho de cabeceira, O Pequeno Príncipe.
Ele realmente ficou em mim. Eu cresci com os ensinamentos de Antoine de Saint Exupery. Fico feliz de saber que vou envelhecer com eles também.
Muita coisa mudou em mim, mas o essencial continua igualzinho.
Engraçado estar na "pista" novamente, solteira. Que desconforto, parece um jeans que não me serve mais.
Dizem que aos 30 as mulheres ficam com mais "preguiça de tudo que não é incrível".
Eu realmente não suporto noites em claro com quem não muda o meu dia. Não tenho paciência de minutos ao telefone, com quem não me diz exatamente o que preciso ouvir. Eu não sei mais desperdiçar carinho e energia.
Não é qualquer mensagenzinha em celular, facebook ou instagram que acelera meu coração.
Entre sua companhia e um gostosão sem cérebro, deito e durmo com você tranquilamente.
Não troco meus livros por uma noite suando na balada e uma madrugada fedendo a cigarro. Aliás, meu dia ao seu lado é muito mais importante pra mim.
Estou sendo bem sincera com você meu Pequeno Grande Amor, já que terei que abrir meu coração para novas possibilidades. 
Mas eu não faço questão de nada agora, sabe? Lembro que antes de conhecer seu pai, eu sentia uma carência enorme quando não tinha um "amor" para bagunçar minha vida.
Se você achar que fiquei mais fria diante de tudo que me aconteceu, digo que fiquei foi mais seletiva. Meu amor próprio é o dono do pedaço.
Admito, um novo amor cairia muito bem. Mas amor de verdade, sabe filho. Daqueles que transmitem paz só de olhar. Alguém que me aceite com todo meu histórico de vida, e minhas teorias malucas sobre o verbo amar.
Alguém de quem eu não precise mais do que a minha própria vida, e que conviva bem com isso, mas que precise de mim pra vida inteira. Alguém só meu. E que não sinta necessidade de ser de mais ninguém.
Não quero o cara sarado da academia, nem o dono de metade do mundo. Quero o cara de coração bem resolvido. Não quero o perfeito. Só quero o meu.
Por isso fico quieta, sem procurar. Imagino que isso cansa demais. E eu ainda sou muito meio á moda antiga, praticamente um peixe fora d'água.
Tenho tirado do fundo do baú os velhos gostos que fizeram de mim uma boa companhia pra mim mesma. Sei que estou no contra fluxo das coisas. Mas vou vivendo. Do meu jeito, com minhas manias, meus livros, minhas músicas, minha cozinha, minha poesia. 
Eu já vivi o meu "Feliz para Sempre", com um final não tão feliz assim. Mas vivi meu conto de fadas. O que vier agora é lucro.
Vou seguir minha receita:  Me amar, pra saber ser amada depois, quem sabe? 
Se não... tá tudo bem do mesmo jeito.
O caminho da felicidade eu encontrei dentro de mim mesma.

3 comentários:

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  2. Uma grata e esperada surpresa seu texto, Ingridy... Se tem algo de bom nas reviravoltas e peças que a vida nos prega é a tal maturidade que traz consigo uma pitada de extra de amor próprio, seletividade auditiva(rss...), um tanto de amor pela vida e pelas coisas simples e cotidianas, um olhar apurado para a seleção natural dos "chegados" e "amigos", o prazer em degustar dos momentos consigo mesmo, o viver o um dia de cada vez com calma e em Paz... Portas abertas, céu azul, força, coragem, determinação, sucesso, alegrias diárias, seja com seus livros ou na balada, maquiada ou despenteada,sozinha ou acompanhada... É o que eu desejo do fundo do meu coração. Torço muito por vc!! Bjks mil p vc e Alfredo e separa lugar nesta agenda p uma cervejinha comigo. Se cuida lindeza.

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  3. Ai que delicia de msg!!! Vou esperar essa cervejinha com uma vontade grande. Mil bjos Karina

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