Hoje você foi com o Vovô, Vovó e Jana para GV, de férias.
Quando a porta do carro se fechou, você se deu conta que eu não iria. Acenava tchau para mim, mas chorava de verdade.
Depois que o carro arrancou minhas lágrimas correram soltas, sem ninguém por perto eu não precisava disfarça-las mais.
Nao choro por você estar indo passear, nem por eu ficar aqui sozinha. Choro de alívio, porque te vejo já rapazinho e eu dando conta. Longe de você reconheço que o perigo de tê-lo por perto é um risco doce. Sua respiração me orienta. Eu esqueço meus temores para ser seu farol.
A casa em silêncio é um convite a escrever para você, no meio dessa carta, uma pausa longa para o choro copioso, daqueles que lavam a alma, nem lembro quando o fiz pela ultima vez.
Esse domingo transborda tempo para mim, eu não sei mais o que fazer com o tempo sem você.
Eu me tornei alguém muito melhor depois que você chegou na minha vida, me tornei ausente de mim depois que seu pai saiu dela.
Ainda bem que deu tempo dele transformar seu amor em gente.
Você meu filho, me faz acreditar que devo fazer do meu amor de mulher, amor de mãe.
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