domingo, 21 de abril de 2013

Mãos que falavam de amor


Ele tinha as mãos pequenas, menores que as minhas.
O péssimo hábito de roer todas as unhas.
Eram mãos espertas, que faziam som com qualquer coisa que estivesse ao seu alcance.
Mãos que não faltavam, estavam sempre abertas pra mim. Até o momento em que não esteve mais.
Essas mãos me contavam seu amor com bilhetinhos e cartas lindas, nem cabem todas aqui.
Eternizadas numa cópia, pra gente ver se suas mãos meu filho, crescem mais que a dele.
Com essas mãos aprendi a não ser quase, ser inteira. Não ser qualquer, ser presente.
Elas me puxavam para um abraço que era eterno.
Mas foram embora, sem nem um adeus, para que eu possa aprender a sorver por completo cada gota da minha própria existência.















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