Sempre querido, Edu.
Obrigada.
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Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com a turbulenta multidão de Bagdá. Nunca havia visto um lugar tão grande e confundiam-lhe a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas. - Num lugar assim - refletia Nasrudin, - fico imaginando como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas, para saberem quem são" Então pensou: - devo recordar-me bem de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo. Mais que depressa procurou um alojamento para viajantes. Um sujeito brincalhão estava numa cama próxima daquela que Nasrudin ia ocupar. Nasrudin pensou em fazer a sesta, mas tinha um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar. Falou do problema ao vizinho. - Muito simples - disse o brincalhão - aqui tens um balão; basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir; quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem é você. Nasrudin disse: - Excelente idéia!. Algumas horas depois Nasrudin acordou e procurou o balão e achou-o amarrado na perna do vizinho brincalhão. - É, esse aí sou eu - pensou. Então, apavorado começou a sacudir o sujeito: - Acorda! Algo aconteceu do jeito que imaginei que aconteceria! Sua idéia não foi boa! O homem acordou e perguntou qual era o problema. Nasrudin apontou-lhe o balão: - Pelo balão, posso dizer que você sou eu. Mas se você sou eu, pelo amor de Deus, quem sou eu?" Ed. Dervish. 1994. | |
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